quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Novo relatório dos EUA sobre terror volta a acusar Irã, Síria e Cuba

Cuba, Irã, Síria e Sudão continuam na lista de países que patrocinam o terrorismo, afirma o relatório anual apresentado nesta terça-feira pelo Departamento de Estado dos EUA.

O governo americano alega que Cuba --incluída na lista em 1982-- continua abrigando membros da organização separatista-terrorista basca ETA e prestou ajuda médica e assistência política a militantes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
No entanto, o relatório diz que "não há evidências de que o governo de Cuba tenha fornecido armas ou treino militar nem para o ETA nem para as Farc", embora "continue permitindo" que residam fugitivos procurados pelos Estados Unidos, a quem proporciona casa, comida e atendimento sanitário.
Já sobre o Irã, presente na lista desde 1984, o relatório afirma que tem "aumentado sua atividade relacionada com o terrorismo" o que considera uma tentativa de "aproveitar as condições de incerteza política" após a Primavera Árabe, assim como o aumento da pressão internacional ao regime de Teerã.
Os Estados Unidos acusam o Irã de oferecer treinamento e armas ao regime de Bashar al Assad na Síria e de continuar "dando apoio financeiro, material e logística a terroristas e grupos de militantes no Oriente Médio e Ásia Central", como o palestino Hamas.
O Departamento de Estado assegura além disso que o Irã utiliza a Guarda Revolucionária Islâmica, o corpo de elite das Forças de Segurança iranianos, para treinar grupos xiitas no Iraque, junto com o grupo libanês Hizbollah, a quem proporciona armas e financiamento.
O relatório lembra que no ano passado foi descoberto um complô para assassinar o embaixador da Arábia Saudita diante da Casa Branca, Adel al Jubeir, o que "mostra um renovado interesse do Irã em usar o terrorismo internacional para perseguir seus objetivos na política externa".
SÍRIA E SUDÃO
Sobre a Síria, o texto analisa que "continua seu apoio político a uma variedade de grupos terroristas que afetam a estabilidade da região e para além dela", mencionando o grupo libanês Hezbollah e o Hamas, a Frente pela Libertação da Palestina e a Jihad Islâmica Palestina.
Além disso, o relatório expressa preocupação com o aumento dos atentados na Síria durante os conflitos que começaram após manifestações ano passado contra o presidente Assad e também lembra os atentados em Damasco em dezembro do ano passado, "que não foram reivindicados por nenhum grupo".
Os Estados Unidos consideram que o regime sírio tentou "mostrar a Síria como uma vítima de terrorismo em vez do (agente) provocador".
O Departamento de Estado afirma que a Síria tem leis contra o terrorismo e seu financiamento, mas que "utilizou estes instrumentos legais contra os opositores do regime, incluindo os manifestantes políticos e outros membros do movimento de oposição".
Além disso, aponta que essas leis não foram aplicadas contra o Hamas, o Hizbollah ou contra os diversos grupos palestinos assentados na Síria.
Quanto ao Sudão, incluído na lista em 1993, os Estados Unidos reconhecem que cooperou ano passado na luta antiterrorista embora o país americano o mantenha na lista por considerar que continua sendo "base logística" e "ponto de passagem" de extremistas violentos que vão para o Iraque e o Afeganistão.
"Também há evidência de que extremistas sudaneses participaram de atividades terroristas na Somália" e grupos como o Hamas e a Jihad Islâmica Palestina "aumentaram sua presença a partir do final de 2011".
OS EUA consideram que um Estado é patrocinador do terrorismo quando o governo desse país "deu apoio em repetidas ocasiões a atos de terrorismo internacional", explica o Departamento de Estado.
Estar nessa lista implica sanções como a proibição da venda e exportação de armas, de auxílio econômico e outros tipos de sanções e restrições.

Fonte: Folha.com/ EFE- Washington

Paraguai ainda pode contestar entrada da Venezuela no Mercosul

A adesão da Venezuela ao Mercosul, que começará a ser formalizada nesta terça-feira, em Brasília, ainda pode ser contestada juridicamente pelo Paraguai, segundo fontes do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul (TPR), com sede em Assunção, ouvidas pela BBC Brasil.
Suspenso do Mercosul desde o fim de junho - em razão da destituição de Fernando Lugo da Presidência do país - o Paraguai não pôde participar da reunião de cúpula realizada em Mendoza, na Argentina, quando foi acertada a entrada da Venezuela no bloco regional.
O ministro da Secretaria de Informação e Comunicação da Presidência do Paraguai, Martín Sannemann, disse à BBC Brasil que a entrada da Venezuela para o Mercosul durante a suspensão do Paraguai significa a troca do "irmão pobre pelo irmão rico".
Segundo ele, na interpretação do governo paraguaio, o Mercosul foi "institucionalmente quase ferido de morte" porque "não respeitou os acordos" que estabelecem que as decisões devem ser tomadas pelos quatro países fundadores desta integração - Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Autoridades do governo paraguaio disseram que ainda analisam os próximos passos jurídicos a serem adotados.
O Paraguai já havia entrado com uma ação no Tribunal Permanente do Mercosul por ter sido suspenso do bloco, com o argumento de que a suspensão violaria artigos do Tratado de Assunção e do Protocolo de Ushuaia, documentos constitutivos do Mercosul. Essa ação foi rejeitada. O tribunal entendeu que o Paraguai apelou com instrumentos jurídicos que não eram cabíveis ao caso e não chegou a analisar a legalidade ou não da suspensão do país e a entrada da Venezuela ao Mercosul.
"O Paraguai usou uma medida de emergência que é que aplicada às questões comerciais, e não políticas, e deveria ter recorrido, primeiro, a instâncias jurídicas inferiores, antes da ação ao Tribunal, que é a corte arbitral do Mercosul", disse o secretário do Tribunal, o advogado Raphael Vasconcelos, ao ler, de Assunção, o parecer do órgão.
Reunião

Ao apelar com o argumento de medida de emergência, o Paraguai esperava uma resposta rápida, de no máximo duas semanas, como preveem os acordos do Mercosul, ou seja, antes da reunião desta terça.

"O problema é que a reunião em Brasília será um encontro de amigos para o qual não fomos convidados. E temos claro que foi política e não jurídica a decisão de incluir a Venezuela no Mercosul com o Paraguai suspenso", disse um assessor do gabinete do presidente paraguaio, Federico Franco.
O ingresso da Venezuela no Mercosul já estava anunciado desde 2006, mas dependia de aprovação do Congresso do Paraguai para ser formalizado - os congressos do Brasil, da Argentina e do Uruguai já haviam aprovado a adesão.
Segundo Sannemann, para o Paraguai, o problema não é a Venezuela, mas "a linha política e ideológica" do presidente venezuelano, Hugo Chávez. "A saída de Lugo e a chegada de Franco obedeceram às regras constitucionais do nosso país. Mas não nos deram, no Mercosul, a oportunidade de explicar o que aconteceu", disse.
"Como paraguaios, não nos corresponde comentar, por exemplo, as reeleições permanentes de Chávez, mas por que não podemos ter a oportunidade de explicar que aqui tudo foi dentro das regras paraguaias?", questionou Sannemann.
Impeachment

A decisão de suspender o Paraguai do Mercosul foi tomada após a destituição de Fernando Lugo da Presidência em um processo de impeachment que durou menos de 30 horas.

A rapidez do processo foi questionada pelas autoridades do Mercosul, que disseram que o Paraguai desrespeitou a cláusula democrática assinada pelos presidentes do bloco.
Após a destituição de Lugo, o governo da presidente Dilma Rousseff chamou o embaixador em Assunção à Brasília para consultas, e ele não retornou à capital paraguaia, num sinal político de que as relações não estão normalizadas, segundo fontes do governo brasileiro. Medida política semelhante foi adotada por outros países da região, como Argentina, Uruguai e Chile.
No caso da Venezuela, o governo Franco declarou o embaixador "persona non grata" após suposta participação do ministro das Relações Exteriores venezuelano, Nicolas Maduro, em reunião com militares paraguaios, no dia do processo político contra Lugo, em 22 de junho.
Nesta segunda-feira, Lugo compareceu ao Ministério Público, em Assunção, para prestar declarações sobre o caso, segundo o jornal Ultimas Noticias. Lugo disse que "não houve intromissão da Venezuela nos assuntos políticos do Paraguai".
Nesta segunda, um grupo de parlamentares paraguaios que apoiam Franco viajou ao Chile para explicar a colegas chilenos como foi a saída de Lugo e a sua substituição pelo atual presidente. Eles disseram que pretendem percorrer outros países para dar a versão paraguaia sobre o que ocorreu.
Fonte: BBC-Brasil/Defesanet.com.br

Brasil e Equador ajudarão Haiti a formar novo Exército

 

Brasil e Equador concordaram em ajudar o Haiti a formar um novo Exército para substituir a força de paz da ONU que, com poucos intervalos, vem fazendo a segurança no país caribenho desde 1994, disseram autoridades. O Brasil comanda as forças de paz da ONU no Haiti.
Há quase um ano o presidente do Haiti, Michel Martelly, vem procurando reconstituir o Exército, dizendo que os haitianos preferem ter o país protegido por tropas próprias do que por soldados da Organização das Nações Unidas deslocados para lá.
O Ministério da Defesa do Brasil confirmou que está preparado para ajudar o Haiti em tudo que precisar para restabelecer seu Exército, incluindo treinamento militar e engenharia. O Equador também prometeu apoio, segundo uma autoridade do Ministério da Defesa.
"O Brasil vai prover todo o seu know-how para ajudar o Haiti a reerguer seu Exército", afirmou à Reuters um assessor do Ministério. De acordo com ele, o Brasil enviará uma equipe militar ao Haiti nas próximas duas a três semanas para avaliar a situação.
Martelly requisitou pessoalmente o apoio do Brasil durante uma visita da presidente Dilma Rousseff ao Haiti no começo do ano, segundo as autoridades. Um acordo foi fechado em Brasília na semana passada, durante um encontro entre os ministros da Defesa do Brasil e do Haiti.
Autoridades dos Estados Unidos e da ONU temem que o restabelecimento do Exército possa minar os esforços internacionais para treinar e equipar uma nova força policial, uma meta fundamental para a missão da ONU no Haiti. Críticos também lembram o terrível histórico do Exército haitiano em violações a direitos humanos, incluindo o sangrento golpe de 1991.
Doadores internacionais de ajuda e ativistas em defesa dos direitos humanos também temem que o retorno da instituição possa ser um fator divisivo e desviar recursos de questões mais urgentes, como a reconstrução do país, devastado pelo terremoto de 2010, no qual mais de 200 mil pessoas morreram.
Recentemente, o embaixador dos Estados Unidos para o Haiti, Kenneth Merten, que está para deixar o posto, disse que o governo norte-americano não tinha planos de ajudar a custear o Exército, mas não iria interferir com o direito do Haiti de fazer isso.
Martelly admitiu que alguns países estão relutantes em contribuir, mas sustentou que uma força militar é necessária para substituir as forças da ONU, quando elas deixarem o país.

Fonte:defesanet.com.br

Argentina decreta maior controle sobre petroleiras

 

César Felício

Por decreto, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, reforçou os controles sobre a atividade de petróleo no país. Desde a última sexta-feira, as empresas do setor, entre elas a Petrobras, estão sujeitas a uma regulamentação que irá determinar até mesmo qual a margem de lucro que terão nas vendas para o comércio interno. Para exportar petróleo cru ou derivado, precisarão que pedir permissão.

A nova norma complementa a lei nacional de hidrocarburetos instituída em abril deste ano, que formalizou a retomada do controle estatal sobre a YPF, petroleira até então dirigida pela espanhola Repsol e que produz cerca de um terço do petróleo argentino. De acordo com o decreto de Cristina, uma comissão comandada pelo vice-ministro da Economia Axel Kicillof irá apresentar dentro de um ano um plano nacional de produção que o setor privado estará obrigado a cumprir.

Cada empresa terá que apresentar suas metas de exploração, produção e recomposição de reservas, que serão acompanhadas pelo governo com inspeções trimestrais. As companhias petroleiras irão demonstrar sua estrutura de custos para o governo argentino. A comissão irá autorizar ou não exportações e determinar os preços de referência para o mercado interno, fixando as margens de rentabilidade. Em caso de a empresa não cumprir suas metas ou desobedecer as normativas, poderá ter sua concessão cassada.

"A norma vai desestimular novos investimentos, que já estavam em um processo de revisão desde a estatização da YPF. É provável que as empresas se concentrem em explorar apenas as áreas que já dispõem", opinou Mateo Turic, o presidente da filial argentina da Crown Point, empresa canadense de exploração. "Estamos consultando especialistas para avaliar a consistência jurídica desse decreto, porque ele não se limita a regulamentar a lei aprovada pelo Congresso, mas revoga outras normas", afirmou, sob reserva, um diretor de uma empresa petroleira americana.

Entre as normas revogadas, está a que permitia a chamada "livre disponibilidade", por meio da qual uma empresa petroleira teria liberdade para exportar petróleo cru, desde que sua produção excedesse a demanda. Com um quadro de déficit energético há três anos, em termos práticos as exportações na Argentina já estavam limitadas pela própria dinâmica do mercado.

O controle dos preços internos tampouco é novidade no setor. Desde 2003, os aumentos precisam ser autorizados pela Secretaria de Energia e é grande a influência no setor do secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno. As empresas produtoras de petróleo recebem cerca de 40% do preço internacional pela produção que deixam na Argentina.
"O que há de novo é a volta ao passado: a aprovação da planilha de custos de cada empresa e a fixação de suas margens de lucro era a norma existente até 1989, quando começou a desregulamentação do setor", disse um ex-diretor da YPF, pedindo reserva.

Em termos políticos, o decreto golpeia as Províncias (Estados) argentinos, atual poder concedente no país. Pela nova norma, Kicillof terá a faculdade de retirar as concessões. O vice-ministro de Economia, que em abril ao ser convocado pelo Senado para explicar a proposta de estatização da YPF classificou de "palavras horríveis" a expressão "segurança jurídica", ganhou espaço na disputa interna de poder dentro do kirchnerismo em relação ao ministro do Planejamento Julio de Vido, que comandava o setor por meio da Secretaria de Energia, que fica esvaziada. Procurada pelo Valor, a Petrobras Argentina informou que está "estudando a nova legislação".
Fonte: Reuters/defesanet.com.br

Sem barreiras, tráfico de cocaína invade a Venezuela

 

William Neuman

O governo venezuelano se gabou de sua eficiência contra os traficantes de drogas, mostrando barris de cocaína líquida e aviões de transporte de drogas apreendidos, pistas de pouso e laboratórios de cocaína destruídos.

Mas uma visita feita neste mês a uma remota região nas planícies do oeste da Venezuela, que guerrilheiros colombianos transformaram em um dos centros mais movimentados do mundo para a circulação de cocaína em trânsito para os Estados Unidos, mostrou que as alegações triunfantes do governo foram um tanto quanto exageradas.

Uma pista de pouso que o governo disse ter desativado durante um ataque do Exército recentemente parecia estar de volta à ativa. Os restos de dois aviões de pequeno porte incendiados pelos militares haviam sido removidos do local. Os traficantes, trabalhando juntamente com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que operam de uma maneira surpreendente do lado venezuelano da fronteira, pareciam ter recuperado a pista para prosseguir com seus voos secretos para transportar cocaína colombiana para os EUA.

Não havia nenhum sinal de que os soldados haviam aberto buracos na pista ou tomado qualquer outro tipo de medida para impedir que ela fosse usado novamente.

Durante anos, os EUA vêm trabalhando com governos amigáveis na Colômbia, México, Honduras, Guatemala e outros países da América Latina, gastando bilhões de dólares para interromper o fluxo de drogas para o norte. Mas devido a relações antagônicas com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, o alcance dos agentes de drogas dos EUA não se estende para o país.

"Nosso espaço aéreo foi tomado", disse Luis Lippa, um ex-governador do Estado de Apure, que planeja disputar novamente como candidato da oposição nas eleições de dezembro. Referindo-se ao aumento do controle por parte de traficantes na região da fronteira, disse ele, "Nosso território nacional diminuiu."

Em setembro, o presidente americano, Barack Obama, assinou um memorando que designou a Venezuela, pela sétima vez, como um país que não conseguiu cumprir suas obrigações internacionais para combater o tráfico de drogas. Ele citou um relatório federal que concluiu que o país era "uma das rotas de tráfico preferenciais para se sair da América do Sul" e tinha um "ambiente em geral permissivo e corrupto."

A Venezuela disse que está presa entra a Colômbia, que produz as drogas, e os EUA, que as consomem, e que está fazendo tudo possível para reagir contra essa situação. Em maio, o governo anunciou que o número de voos ilícitos detectados haviam diminuído pela metade, embora tenha se recusado a fornecer dados para apoiar essa afirmação.
Mas os EUA disseram que os esforços da Venezuela são profundamente prejudicados pela corrupção, especialmente devido aos laços entre o governo local e as Farc, que controlam grande parte do tráfico de cocaína na região.

Desde 2008, o Departamento do Tesouro acusou pelo menos sete oficiais militares de alto escalão e atuais e antigos oficiais do governo de Chávez de às vezes ajudar as Farc, trocando armas por drogas. O ministro da Defesa venezuelano, Henry Rangel Silva, foi um dos oficiais mencionados pelo Departamento de Tesouro. A Venezuela rejeitou as acusações dizendo que fazem parte da intromissão imperialista exercida pelos americanos.

Passagem

O gabinete para Política Nacional de Controle de Drogas da Casa Branca estima que cerca de 24% da cocaína enviada para fora da América do Sul em 2010 passou pela Venezuela, respondendo por mais de 200 toneladas.

Mais da metade dessa quantia saiu dos aeroportos escondidos em Apure, disseram os analistas. Segundo eles, o papel da Venezuela como um ponto central de trânsito para carregamentos de drogas começou depois que Chávez suspendeu a cooperação com a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês) em 2005, ao acusar seus agentes de espionagem.

Na mesma época, a Colômbia, com a ajuda dos EUA, começou a apertar o controle de seu espaço aéreo.

Como resultado disso, os traficantes atravessaram a fronteira para Apure, onde uma pista de pouso pode ser feita facilmente em poucas horas: basta arrastar um tronco atrás de uma caminhonete para alisar o chão.

Autoridades

Mas talvez o principal atrativo para os traficantes é que o poder do governo federal em grandes partes da região de Apure, o Estado mais pobre do país, é praticamente inexistente.

Um morador da região do Parque Nacional de Santos Luzardo, uma reserva repleta com vida selvagem, disse que no mês passado dois membros das Farc patrulharam a região em motocicletas, perguntando aos agricultores se eles haviam ouvido algum avião, aparentemente preocupados que os traficantes estavam usando uma pista de pouso nas proximidades sem pagar.

Os residentes também manifestaram medo e desconfiança das autoridades governamentais. A maioria disse que acreditava que as autoridades locais e soldados estavam agindo juntamente com os traficantes, e que repassar informações sobre as atividades dos traficantes resultaria em represália.

Moradores disseram ter aprendido a conviver com os traficantes da mesma forma que se acostumaram ao som de baixa freqüência do voo de aeronaves durante a noite. Mas muitos disseram que estavam com medo e se sentiam bastante intimidados.

"Todos nós sabíamos o que estava acontecendo, mas ninguém disse nada", contou um homem dos contrabandistas que costumavam utilizar a pista de pouso local. "O que nós podemos fazer a respeito disso? O governo é quem deveria estar fazendo algo. Eles deveriam estar patrulhando a região constantemente."
Fonte:defesanet.com.br

Aumenta número de ataques cibernéticos contra infraestruturas dos EUA


David E. Sanger e Eric Schmitt
Um oficial de alto escalão do Exército americano responsável pela defesa dos Estados Unidos contra ciberataques afirmou na semana passada que houve um aumento no número de ataques cibernéticos contra infraestruturas americanas entre 2009 e 2011, iniciados principalmente por gangues criminosas, hackers e outras nações.

A avaliação feita pelo general Keith B. Alexander, que administra a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) e também o recém-criado Comando Cibernético dos EUA, parece ser o primeiro reconhecimento oficial do governo sobre o ritmo pelo qual as redes americanas de energia elétrica, abastecimento de água, computadores e redes de telefonia celular e outras infraestruturas estão sofrendo constantes ataques. Esses ataques são considerados potencialmente muito mais sérios do que a espionagem informática ou os crimes financeiros.

Alexander, que raramente fala em público, não disse quantos ataques ocorreram no período. No entanto, afirmou que não acha que o aumento no número de ataques está relacionado com o vírus de computador Stuxnet, que tomou a web dois anos atrás e visava derrubar uma usina iraniana de enriquecimento de urânio localizada em Natanz.

Quando o vírus inadvertidamente se tornou público, muitos oficiais americanos e especialistas de fora expressaram preocupação de que esse tipo de engenharia poderia ser revertida e usada contra alvos americanos. Alexander disse que não via nenhuma evidência disso.

Alexander, como chefe da NSA, foi um elemento crucial na criação de um programa secreto americano chamado de Jogos Olímpicos que visava atacar o programa iraniano. Mas ao ser questionado pelo jornalista Pete Williams da NBC News em uma conferência de segurança em Aspen, Colorado, ele se recusou a dizer se o Stuxnet teve origem americana - o governo de Obama nunca reconheceu ter utilizado armas cibernéticas.

Rede: EUA querem estratégia de cibersegurança mundial

Alexander disse que o que lhe preocupava com o aumento dos ciberataques estrangeiros aos EUA era que um número crescente deles visava "infraestruturas críticas", e que os EUA continuavam despreparados para lidar com um ataque maior. Em uma escala de 1 a 10, disse ele, a preparação do país para lidar com um ataque cibernético em grande escala está "em torno de 3."

Ele pediu a aprovação de leis, que pode chegar a um voto nesta semana, que dariam ao governo novos poderes para defender as redes de computadores particulares nos EUA. A legislação provocou uma certa comoção à medida que empresas americanas tentam evitar caras regulamentações em suas redes e alguns grupos defensores das liberdades civis expressaram preocupação sobre o efeito que a lei terá sobre a privacidade.

Regras

Alexander disse que o governo ainda estava trabalhando nas regras de engajamento para responder aos ataques cibernéticos. Devido ao fato de que um ataque pode ocorrer em milésimos de segundo, ele disse que algumas defesas automáticas seriam necessárias, assim como o envolvimento do presidente em todas as decisões sobre as possíveis soluções de retaliação.

Ele confirmou que, de acordo com as autoridades existentes, apenas o presidente tinha o poder de autorizar um ataque cibernético realizado pelos EUA. Os primeiros ataques desse tipo ocorreram sob o mandato do presidente George W. Bush.

O Pentágono disse anteriormente que se os EUA retaliarem com um ataque em seu território, a resposta poderia vir na forma de um contra-ataque cibernético, ou uma resposta militar tradicional.

Alexander falou em uma entrevista no Fórum de Segurança no Instituto de Aspen. O New York Times é um patrocinador da conferência, que dura quatro dias. Outro palestrante da conferência, Matthew Olsen, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, abordou a "guerra fervente" que vem ocorrendo entre Israel e Irã e por grupos apoiados pelo Irã como o libanês Hezbollah.

O Irã culpou Israel por vários dos assassinatos de seus cientistas nucleares. Israel acusou membros do Hezbollah apoiados pelo Irã de realizar o atentado suicida que matou cinco turistas israelenses e um motorista de ônibus local na Bulgária, em 18 de julho.

Autoridades americanas disseram que o Irã esteve por trás de um complô frustrado no ano passado de uma tentativa de matar o embaixador da Arábia Saudita para os EUA.

"Tanto no que diz respeito ao Irã e ao Hezbollah, estamos vendo um pequeno aumento geral no nível de suas atividades ao redor do mundo em diferentes lugares", disse Olsen.

Olsen não aborda o ataque a Bulgária, mas ele disse que o plano para matar o enviado saudita a Washington "demonstrou que o Irã tinha intenção de realizar um ataque terrorista dentro dos EUA."
Fonte: Defesanet.com.br

Cellebrite Lança a Primeira Solução de Extração Física de Dados Forenses para o Nokia BB5



A mais recente atualização de produtos da série UFED amplia o suporte para a plataforma de telefones móveis de uma das líderes mundiais


A Cellebrite, líder mundial em soluções móveis para análise forense, acaba de anunciar que é a primeira e única companhia da indústria a viabilizar a extração física de dados dos aparelhos Nokia BB5, sejam eles bloqueados ou desbloqueados. A solução utiliza carregadores de boot patenteados pela Cellebrite. O método de extração física do Nokia BB5 é realizado através dos dispositivos UFED Ultimate e UFED Touch Ultimate, sendo que a sigla UFED corresponde, em Inglês, à expressão Dispositivo Universal de Extração Forense. A novidade está disponível imediatamente para todos os novos clientes, bem como para clientes já existentes com licença Ultimate.

De acordo com um relatório do IDC publicado em Fevereiro de 2011, a Nokia é líder mundial na fabricação de telefones móveis, com uma porcentagem de 27% do mercado, e dados globais de vendas de mais de 417 milhões de unidades em 2011. Como resultado, os investigadores encontram, com frequência, uma grande quantidade de dispositivos Nokia, dos quais devem recuperar dados comprobatórios existentes em suas memórias, incluindo dados ocultos e excluídos. Essas informações são inestimáveis para que os pesquisadores possam acionar legalmente os suspeitos.
O conjunto de produtos forense para celulares da Cellebrite, da Série UFED, permite aos pesquisadores obterem acesso rápido e abrangente de informações dos dispositivos móveis, oferecendo as mais avançadas ferramentas tecnológicas para investigações móveis forense.
“Mais uma vez, a Cellebrite, cumpriu, com êxito, o desafio de extrair dados físicos a partir de telefones celulares pertencentes a um dos maiores nomes da indústria.”, afirma Ron Serber, co-CEO da Cellebrite. “Este é mais um passo a confirmar a superioridade das tecnologias Cellebrite nessa Indústria e sua posição como líder de mercado.”

Sobre a Cellebrite

Fundada em 1999, a Cellebrite é uma empresa global conhecida por suas inovações tecnológicas na indústria de celular. Líder mundial de mercado e uma autoridade em tecnologías de dados móveis, a Cellebrite estabeleceu sua divisão móvel forense em 2007, introduzindo uma nova linha de produtos direcionados para o setor de aplicação da lei. Usando métodos de extração e técnicas avançadas de análise, a Solução Universal de Extração Forence da Cellebrite (UFED) é capaz de extrair e analisar dados de milhares de dispositivos móveis, incluindo telefones antigos, smartphones e dispositivos GPS.
O dispostivo UFED da Cellebrite é a ferramenta de escolha para milhares de especialistas forenses em aplicações legais, militares, de inteligência, segurança e em agências governamentais em mais de 60 países.
A Cellebrite é uma subsidiária integral da Sun Corporation, uma companhia Japonesa listada em bolsa (6736/JQ).
DIVULGAÇÃO: Press Consult