quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Governo dos Estados Unidos impõe mais sanções ao Irã

O governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou ontem (31) uma série de novas sanções ao Irã. As medidas atingem pessoas que comprarem produtos petroquímicos iranianos ou facilitarem pagamentos ao Irã. Banco de Kunlun, na China, está na relação dos atingidos.
De acordo com os norte-americanos, o objetivo é pressionar o Irã a interromper seu programa nuclear. O programa é suspeito de desenvolver armas atômicas. As autoridades do Irã negam irregularidades no programa e dizem que os fins são pacíficos, como a geração de energia.
As sanções são destinadas a pessoas e entidades que ofereçam apoio material à Companhia Nacional Petrolífera Iraniana, à empresa Naftiran Intertrade Company e ao Banco Central Iraniano.
O texto do projeto de lei que fixa as novas sanções obteve apoio dos democratas e republicanos e deverá ser votado esta semana na Câmara dos Representantes e no Senado.
O Tesouro norte-americano, o FED, impôs também sanções ao Banco de Kunlun, na China, e ao Banco Islâmico Elaf, no Iraque, por facilitarem transações com os bancos iranianos sujeitos a sanções devido aos seus vínculos com “atividades ilícitas de proliferação [nuclear]“.
Em comunicado, Obama destacou que as sanções “redobram os esforços” dos Estados Unidos para “isolar e pressionar o Irã pelo seu reiterado fracasso no cumprimento das suas obrigações internacionais”. Ele reiterou também que os Estados Unidos continuarão “comprometidos” com uma “solução diplomática”.
FONTE: Jornal do Brasil

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mercosul formaliza entrada da Venezuela, que vê oportunidade de diversificar economia

Eliane Oliveira, Junia Gama e Luiza Damé

Após formalizar a adesão definitiva da Venezuela como membro pleno do Mercosul, o presidente Hugo Chávez disse ontem que a medida fará como que os venezuelanos se livrem mais rápido do que chamou de "modelo petroleiro". Chávez destacou que o ingresso dado à nação andina ajudará na criação de indústrias dos mais variados setores, diminuindo a dependência venezuelana do setor petrolífero.

Para a presidente Dilma Rousseff, o desafio do Mercosul neste semestre é combinar ações para fazer frente à crise econômica internacional. Segundo ela, com a entrada da Venezuela, o Mercosul se transforma na quinta economia mundial, atrás de EUA, China, Japão e Alemanha.

- O Brasil, na condução dos trabalhos do Mercosul neste semestre (o país está na presidência pro tempore ), tem responsabilidades acrescidas. Temos não apenas de manter o bom funcionamento do bloco, mas levar adiante, em coordenação com nossos países parceiros, iniciativas que possam contribuir para fazer face ao grave quadro da economia internacional - disse a presidente. - (O ingresso da Venezuela) tem um significado histórico. A Venezuela torna-se o quinto Estado no bloco. Há tempos desejávamos um Mercosul ampliado em suas fronteiras e com capacidades acrescidas.

Paraguai: suspensão não afeta economia

Dilma mencionou a suspensão do Paraguai do Mercosul e reafirmou que o bloco é contra sanções econômicas àquele país. Ela disse que foram mantidos os fluxos econômicos com o Paraguai e os investimentos no país. O Paraguai está suspenso do Mercosul até março de 2013, quando haverá eleições presidenciais naquele país. A exclusão deveu-se ao impeachment do então presidente, Fernando Lugo, deposto pelo Congresso e substituído por Federico Franco.

- O que nos moveu foi o compromisso inequívoco com a democracia. Os países do Mercosul e da Unasul agiram de forma coordenada para preservar a democracia na região, mas não somos favoráveis a retaliações econômicas que possam prejudicar o povo paraguaio - afirmou a presidente brasileira.

Logo na chegada ao Palácio do Planalto, Chávez e Dilma assinaram contrato de venda de seis jatos EMB 190 da Embraer à Venezuela. O documento prevê que o negócio pode incluir mais 14 aeronaves, um investimento entre US$ 270 milhões e US$ 900 milhões. A entrega dos aviões será feita até o fim do ano. Na cerimônia, Dilma e Chávez receberam da Embraer réplicas em miniatura dos EMB 190.

- Estamos felizes. O Mercosul é a maior garantia para preservar nossa independência - enfatizou Chávez, ao lado de Dilma e dos presidentes Cristina Kirchner (Argentina) e José Mujica (Uruguai).

- Faz tempo que a Venezuela devia entrar no Mercosul. Mas, como está escrito na Bíblia, tudo o que vai ocorrer sob o sol tem sua hora. Interessa-nos muito sair do modelo petroleiro, impulsionar o desenvolvimento agrícola e industrial, além do turismo.

Chávez afirmou que a entrada de seu país no bloco coincide com o começo de um "novo ciclo" na Venezuela, a partir de janeiro de 2013, quando tentará conseguir um terceiro mandato de seis anos nas eleições de 7 de outubro.

A chegada de Chávez ao Palácio do Planalto, com quase uma hora de atraso, foi conturbada. Ele quebrou o protocolo, pedindo para subir a rampa do Palácio do Planalto para encontrar a presidente Dilma. Sorridente, cumprimentou Dilma com beijos no rosto.

Cristina Kirchner, que firmou com Chávez um acordo de parceria entre a petrolífera argentina YPF e a venezuelana PDVSA, também festejou o ingresso dos novos sócios:

- Hoje é um dia histórico. A Venezuela no Mercosul é algo em que muitos de nossa sociedade não acreditavam.

Mujica classificou a entrada da Venezuela como "marco histórico" e defendeu que os líderes políticos prestem atenção aos mais pobres. Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o ingresso da Venezuela amplia a importância econômica do Mercosul e abre oportunidades de negócios, mas lembrou que o novo sócio tem obrigações a cumprir. O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, disse que até o fim de agosto o Brasil enviará uma missãos à Venezuela.
Fonte: O Globo/defesanet.com.br

PROTEGER - Governo terá plano de proteção de R$ 9,6 bi

Comando do Exército apresentou à presidente Dilma o projeto PROTEGER é defender locais como hidrelétricas, refinarias e usinas nucleares

Tânia Monteiro
O Brasil terá um sistema completo de proteção das instalações estratégicas do País, que será capaz de evitar invasões como a que ocorreu na usina hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, em fevereiro de 2008( nota DefesaNet Mais detalhes nas tagas abaixo), quando integrantes do movimento dos atingidos por barragens chegaram à sala de operações e ameaçaram parar a distribuição de energia em grande parte do País.

O projeto foi apresentado a presidente Dilma Rousseff na terça-feira, antes de ela embarcar para Londres, pelo comandante do Exército, general Enzo Peri. O militar disse ao Estado que Dilma classificou o projeto como “muito importante”. O sistema PROTEGER, como foi batizado pelo Exército, custara R$ 9,63 bilhões e será instalado em 12 anos. O projeto-piloto foi feito para preservar as instalações da usina hidrelétrica de Itaipú e também atendera as subestações e linhas de transmissão do oeste do Paraná, que receberão a proteção da Brigada de Infantaria de Cascavel (PR). O segundo passo é reforçar a proteção da infraestrutura de empresas estratégicas de São Paulo, como a refinaria de Paulínia ou as indústrias de São Jose dos Campos e do Rio de Janeiro, onde estão localizadas, por exemplo, a refinaria de Duque de Caxias (Reduc) e as Usinas Nucleares de Angra dos Reis.
Trabalho permanente.

“O Exército deixará de trabalhar só na crise, mas de forma permanente, agindo preventivamente, diminuindo a vulnerabilidade das instalações estratégicas do País e de forma interligada com todos os órgãos responsáveis pela segurança do País”, disse o general Jose Fernando Iasbech, gerente do PROTEGER.

Para a instalação do projeto, no entanto, conforme o general Peri, serão necessários mais meios e poderá haver necessidade de aumento de pessoal. Ele espera que os recursos para o projeto sejam incluídos na Lei Orgânica de Assistência Social (Loas) de 2013. O general Iasbech diz que, para começar a instalação do projeto-piloto na Brigada de Cascavel, já foram liberados R$ 79 milhões para a compra de equipamentos para 500 integrantes do Exército, além de viaturas, barracas e equipamentos de comunicação.

O comandante do Exército acrescentou que “esta Brigada vai receber carros de combate Urutu novos, enquanto os Guaranis não chegam e será contemplada com prioridade também no recebimento de armamento individual novo, equipamentos de comunicação, como estacoes radio e rádios de comunicação individual para que todos sejam interligados”. Ha ainda R$ 41 milhões contingenciados, aguardando a liberação. A prioridade e para a aquisição de produtos nacionais.

Na apresentação para Dilma, o general chamou a atenção que o novo projeto do Exército objetiva proteger 56% da matriz energética do País e, no caso de petróleo e gás, a produção de mais de 20 milhões de metros cúbicos de petróleo e derivados em terra, além de 20 mil quilômetros de dutos em operação e mais de 100 mil quilômetros de linhas de transmissão, sendo que só Itaipu é responsável por 17% da energia elétrica produzida no Brasil.
Alvos.

Mas a proteção se estendera ainda a todos os terminais portuários e aeroportuários, termelétricas e todo tipo de projeto estratégico, estruturas que correspondem a mais de 92% do PIB nacional. No total, são 371 locais que precisam ser permanentemente monitorados, 689 considerados de alto relevo e 13.300 classificados como de infraestrutura critica.

Ainda segundo o gerente do PROTEGER, ha empresas da área de hidrelétricas que já pedem auxílio aos peritos do Exército. “Já é o início do projeto na base de operação”, disse o general.

O emprego da força federal, explicou, sempre ocorrerá após serem esgotados os meios locais, “porque o Exército não vai virar guarda patrimonial”. Antes do emprego federal, comentou, as empresas têm suas seguranças próprias, há os órgãos de segurança pública, e, somente quando esgotados os recursos locais, o Exército estará pronto para entrar imediatamente, por meio da unidade militar mais próxima do empreendimento.

Sistema de monitoramento de fronteira vai começar em MS

Além do Proteger, o Exército dispõe de dois outros projetos estratégicos em adoção que foram apresentados a presidente Dilma Rousseff na reunião da última terça-feira: o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), orçado em R$ 11,9 bilhões e que estará concluído em dez anos, e o Centro de Defesa Cibernética (CD Ciber), com custo de R$ 2,3 bilhões, a ser instalado em quatro anos. Todos os projetos funcionam de forma integrada e fazem parte de um total de sete planos estratégicos em desenvolvimento no Exército, com objetivo de ampliar o poder de atuação da Força Terrestre.

Segundo o comandante do Exército, general Enzo Peri, na próxima terça-feira será aberta a licitação do projeto piloto do Sisfrom, a ser instalado em Dourados(MS).O piloto prevê o reforço de 650 quilômetros de fronteiras que dividem Mato Grosso do Sul com Bolívia e Paraguai. Este ano, serão destinados R$300 milhões ao Sisfrom, sendo R$ 180 milhões para o sistema de radares de Dourados, que deverão ser integrados a outras plataformas de vigilância da região.

Já o CD Ciber, que receberá R$ 120 milhões este ano, passou pelo seu primeiro teste durante a Rio+20. O Brasil, hoje, é o único país da América Latina a contar com um simulador de defesa cibernético

Fonte: O Estadão/defesanet.com.br

Bolívia e Brasil procuram locais onde instalar radares para a luta antidrogas


O governo boliviano e membros da Embaixada do Brasil sobrevoaram regiões na fronteira entre os dois países para avaliar a futura instalação de radares para detectar o tráfico aéreo de drogas, disse em 27 de julho o vice-ministro da Defesa Social da Bolívia, Felipe Cáceres.
“Foi feito um sobrevoo para identificar pontos estratégicos para, no futuro, instalarmos radares na região”, afirmou Cáceres, principal responsável político pela luta contra o narcotráfico, citado pela agência governamental de notícias.
Ele disse que “essas manobras e exercícios foram mais uma ação entre a Força Aérea boliviana e a Força Aérea brasileira”, mas não revelou quando começarão a ser instalados os radares.
Os dois países compartilham uma fronteira comum de 3.133 quilômetros, principalmente na Amazônia, que são utilizados para o tráfico de drogas por ar, terra e rios, para o contrabando de armas e automóveis roubados.
Bolívia, Brasil e Estados Unidos assinaram, em janeiro passado, um convênio para apoiar as tarefas de La Paz na luta contra o narcotráfico. Os dois pilares do convênio entre os três países são: o monitoramento dos cerca de 31 mil cultivos de coca (segundo a ONU) e o controle do tráfego aéreo.
O Brasil também disponibilizou um lote de aeronaves não tripuladas VANT com a mesma finalidade.
A Bolívia produz cerca de 115 toneladas anuais de cocaína, de acordo com a Organização das Nações Unidas, e a maior parte é vendida ao Brasil e depois à Europa.
Fonte: Diálogo/defesanet.com

Exército vê risco de segurança no setor energético

Relatório encaminhado à presidente Dilma Rousseff aponta mais de 13 mil pontos vulneráveis a ataques

Vinicius Sassine e Sergio Fadul
O apagão da defesa brasileira se estende ao setor de infraestrutura energética. Levantamento elaborado pelo Exército Brasileiro, que embasou a apresentação de um projeto de investimentos à presidente Dilma Rousseff na semana passada, mostra que o país tem 13,3 mil pontos de infraestrutura crítica, a grande maioria deles sem qualquer tipo de monitoramento por forças de segurança.

O mapeamento do Exército identifica os 689 pontos - usinas hidrelétricas, nucleares, termelétricas, refinarias, linhas de transmissão, gasodutos e portos - mais vulneráveis a ataques, mantidos sob sigilo por se tratar de informações decisivas para a segurança nacional.

Hoje, apenas 371 dos chamados pontos sensíveis são monitorados permanentemente pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), subordinado à Presidência da República. Diante desse quadro, o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, detalhou a Dilma o Projeto Proteger, que investirá R$ 9,6 bilhões, em 12 anos, no monitoramento permanente dos 13,3 mil pontos de infraestrutura no país.
Fonte: O Globo/defesanet.com.br

Tecnologia: Hotmail é substituído pelo Outlook.com e ganha novos recursos

Microsoft revelou nesta terça-feira uma versão atualizada de seu serviço gratuito de e-mails, o Hotmail, na tentativa de reverter as perdas no mercado ocasionadas pelo crescimento do Gmail, do Google. O portal Outlook.com substituirá o Hotmail, que passa por uma renovação visual com o objetivo de conquistar usuários das redes sociais...
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Na prática, para os usuários do Hotmail.com, a mudança significa apenas uma alteração na interface no serviço de e-mail. O novo visual, que já está disponível no Brasil, não representará nenhuma alteração nos endereços de e-mail dos usuários.

O novo serviço de e-mail traz novas funcionalidade ao e-mail da Microsoft, como caixa de entrada integrada com redes sociais, permitindo receber atualizações do Facebook ou do Twitter. Além disso, o Outlook.com agora terá integração com o Skype, permitindo realizar chamadas de vídeo diretamente do e-mail.

Outros serviços da companhia estão presentes no novo e-mail. Os usuários podem enviar fotos e documentos pelo SkyDrive - serviço de armazenamento na nuvem da Microsoft - em vez de anexar arquivos à mensagem. O Outlook traz também um serviço web do Outlook, que permite visualizar e editar arquivos de Word, Excel e PowerPoint sem sair da caixa de entrada.

Com 36% do mercado, o Hotmail é o maior serviço de e-mails do mundo, com 324 milhões de usuários, segundo o comScore. Porém, tem perdido usuários rapidamente desde o lançamento do Gmail, que alcançou 31% do mercado em junho. O Yahoo! Mail se mantém praticamente estável com 32% dos usuários de e-mails.

O Outlook.com é a tentativa da Microsoft de reverter o mercado, aproveitando a familiaridade dos usuários com o serviço, utilizado por grande parte do mercado corporativo mundial. Na apresentação do novo serviço, a companhia ensina os usuários a alterar as configurações do Gmail para que as mensagens sejam reencaminhadas para o Outlook.com.

O Hotmail, lançado em 1996, foi um dos primeiros serviços de email online, e a Microsoft não o atualizava há oito anos. "Muita coisa mudou nos último oito anos e acreditamos que seja a hora de um email de cara nova", afirmou Chris Jones, o vice-presidente da divisão Windows Live da Microsoft, em um post no blog da empresa.

O novo look é simples e nada poluído, com muito espaço em branco, e lembra a recente reformulação do Gmail empreendida pelo Google. A publicidade é veiculada de forma discreta em uma coluna na porção direita da tela, e só quando o usuário está olhando suas pastas de arquivo. Não são veiculados anúncios quando as mensagens estão abertas

Em relatório, EUA dizem que Al Qaeda ainda é uma "séria" ameaça

Apesar da morte do líder Osama bin Laden no último ano, a rede terrorista Al Qaeda continua representando uma "séria" ameaça aos Estados Unidos, segundo o relatório anual sobre o terrorismo no mundo, apresentado nesta terça-feira pelo Departamento de Estado.
De acordo com este órgão, apesar da pressão contra o núcleo da Al Qaeda no Paquistão, o grupo terrorista e seus filiados mostraram uma grande "resistência" e também "se adaptaram" às novas circunstâncias.
"Eles mantêm a capacidade de realizar ataques regionais e internacionais e, por isso, representam uma ameaça séria e duradoura para nossa segurança nacional", indicou o relatório.
No entanto, segundo este mesmo documento, "a morte de Bin Laden e de outros quatro importantes nomes da Al Qaeda deixaram a rede em uma situação que será difícil de ser revertida".
Mesmo com a fragilização em seu núcleo, a Al Qaeda conseguiu se "ressurgir" através dos grupos filiados, como Al Qaeda na Península Arábica, que hoje aparece como uma ameaça "especialmente séria".
Os EUA apontam que o grupo conseguiu assumir o controle de um território no sul do Iêmen, a base de suas operações, e está aproveitando a instabilidade política do país para conspirar contra os interesses regionais e ocidentais.
"Apesar dos esforços para debilitar as capacidades do grupo terrorista, a "Al Qaeda e sua ideologia violenta e extremista continuam se estendendo em algumas partes do mundo", assinalou o relatório.
Na região africana do Sael (faixa entre o deserto do Saara no norte e a savana sudanesa no sul), a Al Qaeda no Magrebe Islâmico reforça seus fundos com o dinheiro de resgates de sequestros e, por isso, consegue garantir sua presença na região, ainda mais diante da instabilidade política na Líbia e em Mali.
Outro grupo filiado que também preocupa aos Estados Unidos é Al Shabaab, que já "demonstrou seu desejo e sua habilidade para realizar ataques fora da Somália", sendo que seus atentados causaram mais de mil mortos no último ano.
ATAQUE DE GRUPOS FILIADOS
Os Estados Unidos assinalam que, embora não tenha ocorrido nenhum atentado em solo americano, continua preocupado com as ameaças que podem vir de seu próprio território, já que nos últimos anos houve várias tentativas de ataque de pessoas que "aparentemente foram treinadas pela Al Qaeda e seus filiados".
Neste sentido, o relatório lembra o caso do jovem nigeriano Omar Farouk Abdulmutallab, acusado de tentar explodir um avião comercial com 300 pessoas no natal de 2009.
O Departamento de Estado também aponta que a Al Qaeda e de seus filiados "não são a única ameaça que os Estados Unidos enfrenta", apontando que em 2011 foi revelado um complô para assassinar o embaixador da Arábia Saudita na Casa Branca, Adel al Jubeir, um fato que "ressalta o interesse do Irã em usar o terrorismo internacional para perseguir seus objetivos de política externa".
Além disso, o relatório assinala que grupos como o palestino Hamas e o libanês Hezbollah "continuam tendo um papel de desestabilização no Oriente Médio" e que possuem fortes relações com os regimes da Síria e do Irã, com o qual os Estados Unidos não possuem relações diplomáticas desde os anos 80.
Esse relatório, que é apresentado todos os anos nos Estados Unidos, possui objetivo de analisa a situação do terrorismo no mundo e, posteriormente, envia ao Congresso para que as medidas necessárias sejam tomadas, incluindo sanções econômicas e ajudas aos países afetados.
Fonte: Folha.com/EFE-Washington