terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sugestão de livro: Ações de Comandos - Operações especiais, comandos e o futuro da arte da guerra norte-americana


A história dos comandos especiais

Ações de Comandos

Por: Paulo Zamboni
 
Apesar do título de seu livro ser Ações de Comandos - Operações especiais, comandos e o futuro da arte da guerra norte-americana, o autor James Dunnigan dedica uma parte considerável do trabalho à análise do conceito histórico de comandos e unidades especiais e seu emprego por vários impérios e países do mundo, e não apenas aos norte-americanos.
Assim, por exemplo, o autor descreve desde os guerreiros persas da antiguidade, passando pelos soldados otomanos, pela cavalaria americana em luta contra as tribos de índios, pelos colonizadores Bôer na África do Sul – responsáveis por uma das maiores lições militares que os ingleses levaram em todos os tempos, e que eles demonstrariam aprender muito bem –, chegando à Primeira Guerra Mundial, onde aborda o bem sucedido uso de táticas guerrilheiras e de comandos por forças alemãs na África Oriental e na Europa. [*]
Dunningam relata as várias formações de comandos utilizadas pelos contendores durante a Segunda Guerra Mundial, fazendo também uma rápida avaliação das principais guerrilhas, país a país, e de como os americanos e ingleses se envolveram no apoio aos movimentos guerrilheiros na Europa e Ásia.
Os alemães novamente são citados pelo autor como hábeis usuários de ações de comandos – operacionalizando ataques de paraquedistas e das unidades Brandenburgo, sendo estas responsáveis por criar o conceito de forças militares de elite com objetivos estratégicos, algo que posteriormente faria parte das atividades dos comandos americanos – além dos ingleses, responsáveis pela formação e uso de várias unidades especiais durante e depois da Segunda Guerra Mundial, servindo de inspiração para os americanos aperfeiçoarem suas próprias unidades especiais.
Os primeiros anos do pós-guerra pareciam indicar que os comandos teriam seu papel eliminado ou grandemente reduzido, inclusive pelo fato de que eles, pelas suas peculiaridades, não eram bem vistos pelos oficiais comandantes mais ortodoxos, mas a Guerra Fria e o surgimento de conflitos com os soviéticos e vários de seus estados-satélites gradualmente mudou essa situação. Data dessa época também o estreitamento de uma parceria iniciada durante a Segunda Guerra Mundial e considerada de grande importância, entre os comandos e os serviços de inteligência, especialmente a CIA, no caso americano.
O autor chama a atenção para como os americanos, que tiveram larga experiência com o enfrentamento e uso de guerrilhas antes e durante a Segunda Guerra, preferiram negligenciar isso, o que resultou em sérios problemas durante a guerra do Vietnã, quando tiveram de reavaliar suas táticas empregadas contra os comunistas. Nesse conflito, considerações políticas e rivalidades militares limitaram o potencial dos comandos, que mesmo assim tiveram muito sucesso em suas ações na região.
O tópico dedicado à participação dos EUA no Vietnã e na Indochina descreve as táticas, unidades e efetivos empregados naquele complicado teatro de guerra, particularmente no Laos. Lá, as ações de comandos americanos em conjunto com guerrilheiros nativos montanheses contra forças comunistas muito superiores numericamente revelou-se uma das experiências de maior sucesso em toda a história deste tipo de atividade, mostrando que o segredo dos chamados “soldados perfeitos”, longe de serem os números, é o treinamento perfeccionista, a capacidade de interagir com outras unidades militares e especialmente com os habitantes locais, além da iniciativa superior.
A partir da década de 1980, os comandos americanos foram agrupados sob uma única organização diretiva, potencializando seu alcance, o que se revelou positivo especialmente desde os ataques terroristas contra os EUA em 11 de setembro de 2001.
O uso de comandos numa região que tem a fama de ser historicamente difícil para intervenções militares estrangeiras, o Afeganistão, é um dos capítulos mais reveladores do livro, pois demonstra que o tema “guerra no Afeganistão” é cercado por vários mitos, um dos principais afirmando que o país é “inconquistável”, algo que o autor demonstra ser equivocado, dentre outras razões, porque o Afeganistão é muito mais uma “terra de ninguém”, uma região sem fronteiras definidas, do que um país propriamente dito.
Ao mesclarem a experiência histórica sobre “o que não fazer”, aprendida no Vietnã, com agilidade, objetividade, inteligência e material de primeira qualidade, como satélites espiões, “bombas inteligentes” e pequenos aparelhos aéreos não-tripulados chamados de “drones”, os comandos americanos inegavelmente dispõem de uma supremacia inquestionável na atualidade.
Porém, lembra Dunnigan, as lições do passado continuam sendo importantes, e uma delas é que o uso de comandos só funciona adequadamente se forem empregados em pequeno número, para tarefas bem definidas. Sob essa perspectiva, portanto, o presidente dos EUA, Barack Obama, comete um grave erro ao aumentar significativamente os efetivos americanos no Afeganistão, porque além de tirar a objetividade das operações numa região cuja logística é um enorme desafio, aumenta a quantidade de alvos que podem ser atacados pelos terroristas que agem no país.
Merece destaque ainda a apresentação do livro, escrita pelo General de Brigada na Reserva Álvaro de Souza Pinheiro, que relata a organização histórica e contemporânea das Forças de Operação Especiais do Brasil, mostrando que as forças militares brasileiras procuram fortalecer seus quadros de elite.
Certamente, este é um livro que ajuda o público a conhecer o histórico das unidades de elite ao longo dos tempos e também como funcionam as forças militares que dão suporte à chamada “guerra contra o terror”.
 
Ações de Comandos - Operações especiais, comandos e o futuro da arte da guerra norte-americana
Autor James F. Dunnigan
Editora Biblioteca do Exército Editora 2008. 340 páginas

Segurança pública é uma questão de mentalidade

André Luís Woloszyn
Analista de Assuntos Estratégicos

Há muitas questões amplas e polêmicas a serem resolvidas se quisermos ter um nível razoável de segurança pública no país e este é um dos motivos para que o cenário venha se agravando nas últimas décadas. A mudança de foco parece ser uma delas, talvez a de maior prioridade, especialmente quando vemos casos de grave perturbação da ordem pública praticados por facções criminosas se repetirem, sistematicamente, desde 2006, em diversos estados sem que nenhuma nova estratégia, providências ou planos consistentes aparentemente tenham sido elaborados.

No caso das polícias, atualmente o foco é a quantidade em detrimento da qualidade o que tem se mostrado ineficaz pelas estatísticas apresentadas. A formação profissional dos agentes públicos em muitas áreas é deficitária para uma demanda criminal que atualmente é dinâmica e planejada. Da mesma forma, o uso de tecnologias seria outro ponto importante para se detectar e neutralizar possíveis ameaças ou a prática de delitos, e que, se agregadas a atividade de inteligência policial e no policiamento, podem obter resultados significativos, especialmente no quesito prevenção, que se constitui, basicamente, na principal tarefa das polícias ostensivas.

Modernos métodos de investigação criminal que proporcionem provas robustas para a persecução penal, intercâmbio de dados e informações, avaliações periódicas, trabalho conjunto são outras ações que também poderiam se tornar o diferencial e dar maior suporte e efetividade ao trabalho policial. A legislação penal, necessita urgentemente de uma adequação pois a muito não atende e não acompanha as necessidades da população no que se refere a segurança. Para alguns delitos, não há tipificação ou previsão legal como os crimes cibernéticos e os praticados por organizações criminosas, sendo necessário a utilização do princípio da analogia.

O sistema de segurança pública existe, mas seus órgãos não estão conectados, e pelo corporativismo, cada um atua da forma que achar conveniente, por demandas ou quando provocados, momento em que torna-se visível à sociedade algumas de suas deficiências.

Enfim, este é um espectro de medidas que já foram sugeridas anteriormente e fazem parte da maioria dos discursos eleitorais a décadas. Infelizmente, ninguém teve ainda a coragem para desencadear o processo.
Um quadro realmente desanimador e difícil de ser questionado pois é ratificado pelos altos índices de violência e criminalidade divulgados por respeitados institutos de pesquisa como “Mapa da Violência” ou pelos veículos de comunicação cujos dados algumas autoridades procuram desacreditar ou minimizar. E o impacto desta insegurança além de gastos na ordem de 13 bilhões de dólares, segundo recente relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tem reflexos diretos na qualidade de vida da população e sobre o valor dos bens adquiridos por cada cidadão. Veja o preço dos seguros de automóveis, por exemplo, ou de uma segurança condominial.

Este, a meu ver, é o grande diferencial para os que procuram comparações entre os sistemas de países desenvolvidos ou desejam aplicar no Brasil seus programas de redução da criminalidade como “Tolerância Zero, Janelas Quebradas”, dentre outros que, por questões óbvias, não apresentaram os resultados esperados.

O problema se traduz em uma expressão relativamente simples. “Mentalidade”.
 
Fonte: defesanet.com

Núcleo do 9º Grupamento Logístico é implantado no Comando Militar do Oeste

No dia 5 de fevereiro, o Comandante Militar do Oeste, General de Exército João Francisco Ferreira, participou da solenidade oficial de implantação do Núcleo do 9º Grupamento Logístico (Nu 9º Gpt Log), realizada no 18º Batalhão Logístico (18º B Log), primeiro Grupamento Logístico implantado em um Comando Militar de Área.
O Nu 9º Gpt Log é originário do Escalão Logístico da 9ª Região Militar (9ª RM), que enquadra as Organizações Militares logísticas dessa Região (9º Batalhão de Suprimento e Parque Regional de Manutenção/9) e o 18º B Log.
Essa novidade atende à portaria número 212 do Estado-Maior do Exército, de 27 de dezembro de 2012, que aprova a diretriz para a implantação do projeto piloto de separação dos ramos administrativo e logístico do Exército Brasileiro.
Assim, as Regiões Militares estarão em melhores condições para focalizar a dimensão humana do Exército, em sua área de responsabilidade, no amplo espectro de funções relacionadas aos ramos de pessoal e territorial.
 
Fonte: defesanet.com

Embraer sobe em lista de empresas que mais vendem armas e serviço militar

A Embraer subiu 14 posições em um ranking das empresas que mais vendem armas e serviços militares no mundo em 2011, quando obteve US$ 860 milhões nesse negócio, segundo o Instituto de Pesquisa da Paz Internacional de Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês).
A única brasileira em um ranking com presença majoritariamente de empresas dos Estados Unidos, a Embraer subiu da 95ª colocação em 2010 para a 81ª posição em 2011. Segundo o SIPRI, 15% do faturamento da companhia em 2011 veio da venda de armas.
Além de fabricar jatos comerciais e executivos, a Embraer atua no segmento de defesa e segurança, fornecendo caças à Marinha do Brasil e para a Força Aérea Brasileira, entre outras.
Considerando as vendas totais das 100 maiores fabricantes de armas em 2011, houve uma queda pela primeira vez desde meados dos anos 1990.
As vendas totalizaram US$ 410 bilhões, uma queda de 5% em uma base ajustada por câmbio, ante US$ 411 bilhões em 2010, segundo o SIPRI, que faz o levantamento desde 1989 e não inclui empresas chinesas devido a falta de dados disponíveis.
Nos primeiros lugares ficaram as norte-americanas Lockheed Martin, a Boeing, seguida pela britânica BAE Systems e pela norte-americana General Dynamics.
 
Fonte: Reutres/defesanet

Angola pretende ajuda do Brasil para criação da Indústria Militar

Luanda – Angola pretende contar com a ajuda do Brasil para a criação da Indústria Militar Nacional e no fortalecimento da Indústria de Defesa, visando reduzir a dependência que as FAA têm na aquisição de meios logísticos do exterior do país.
Esta intenção foi manifestada hoje, segunda-feira, em Luanda, pelo ministro da Defesa Nacional, Cândido Pereira dos Santos Van-Dúnem, quando discursava na abertura das conversações entre as delegações dos ministérios da defesa de ambos estados, no quadro da visita do seu homólogo brasileiro, Celso Amorim.
Deste modo, afirmou que o seu departamento ministerial está aberto à exploração e discussão de outras vias de cooperação, no domínio da defesa e das respectivas Forças Armadas, na base do respeito mútuo, da igualdade e reciprocidade de vantagens, cujo escopo é o desenvolvimento de uma instituição militar angolana sólida e de respeito.
“É importante sublinhar, que no âmbito do processo de reestruturação e potenciação das Forças Armadas Angolanas, o nosso país tem mantido uma cooperação privilegiada com diversos países do mundo, em que se inscreve o Brasil, com quem partilhamos vantagens mútuas”, referiu.
Cândido Van-Dúnem defendeu à necessidade de, no decurso das conversações, as delegações trabalharem para o objectivo pontual de se reforçar o teor do acordo de cooperação já existente e, na sequência, reflectirem e concertarem novos programas subsidiários àquele.
Por isso, o governante angolano realçou a importância da visita do seu homólogo brasileiro, pois vai permitir a criação de novas bases mais sólidas para uma cooperação mais dinâmica no domínio da defesa e das Forças Armadas.
Antes do início das conversações, o ministro brasileiro, que cumpre desde hoje uma visita de 48 horas a Angola, foi recebido com honras militares na parte frontal do edifício/sede do Ministério da Defesa Nacional, na presença do seu homólogo angolano, e de seguida reuniram-se em privado.
Ainda hoje Celso Amorim, que faz acompanhar de oficiais generais dos ramos do Exército, Marinha, Força Aérea, bem como de empresários da indústria militar brasileira, visita a Base Naval de Luanda, pertencente a Marinha de Guerra Angolana.
As conversações oficiais terminam terça-feira com a assinatura do documento final, seguido da leitura de um comunicado de imprensa.
Angola e Brasil mantêm relações de amizade e cooperação em vários domínios desde 1975 pós-independência, altura que o governo brasileiro reconheceu Angola como estado soberano.
 
Fonte: Angola Press

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Argentina - Reativa Projeto Condor com ajuda do Irã e Venezuela

Matéria publicada por La Nacion, 17FEV13.

O editor


Por Daniel Gallo | LA NACION

La sombra de Irán se proyecta nuevamente sobre el desarrollo de un misil argentino. El Cóndor II, aquel cohete dirigido que fue cancelado en julio de 1990, revivió con fuerza en 2009. El control del proyecto quedó a cargo de Fabricaciones Militares (FM), que pese a su denominación es manejada por Julio De Vido y su Ministerio de Planificación.

A partir de esa decisión, FM interesó en el misil a la Compañía Anónima Venezolana de Industrias Militares (CAVIM), sancionada la semana pasada por el Departamento de Estado norteamericano a raíz de la sospecha de operaciones vinculadas con tecnología misilística con Teherán.

Representantes de la empresa venezolana visitaron en septiembre pasado Fabricaciones Militares y firmaron convenios sobre transferencia de tecnología para plantas de compuestos químicos usados en motores de empuje de misiles. Las negociaciones forman parte de un acuerdo estratégico militar firmado entre la Argentina y Venezuela, cuyo socio principal en la materia es Irán.

En julio de 2011 fue la propia presidenta Cristina Kirchner quien terminó con el misterio del nuevo misil argentino.

Ella presentó públicamente durante la cena de camaradería de las Fuerzas Armadas, para que no quedasen dudas de su uso militar, el lanzamiento del prototipo. Esa noche, el seleccionado de fútbol argentino jugaba uno de los partidos de la Copa América, así que pasó inadvertido el mensaje presidencial que rehabilitaba al Cóndor II, denominado ahora Gradicom.

Resultó una confirmación de las sospechas que tenía la embajada norteamericana en Buenos Aires. Desde 2007, esa delegación diplomática estaba interesada en potenciales derivaciones de un proyecto local de cohetes para poner satélites en órbita. De acuerdo con los cables secretos filtrados por WikiLeaks, los norteamericanos preguntaban a funcionarios argentinos sobre los verdaderos objetivos del plan espacial. En 2010, determinaron que De Vido quería hacer un arma balística, oculta bajo un supuesto uso civil.

El proyecto Cóndor II comenzó en 1985 mediante la firma del decreto secreto 604 y fue desactivado en julio de 1990, tras las presiones de Estados Unidos. Naciones árabes estaban detrás de la financiación del plan. Durante 15 años, la Argentina se mostró como un buen alumno internacional, incluso ocupó la presidencia en 2003 del Régimen Internacional de Control de Tecnología Misilística, que vigila la proliferación de cohetes con alcance superior a los 300 kilómetros. Esas armas están prohibidas, aunque los países poderosos tienen miles de vectores similares en sus arsenales.

Irán dominó hace años esa tecnología y posee misiles de muy largo alcance; Venezuela pretende integrarse en ese club militar al que la Argentina se suma paso a paso.

Hasta mediados de 2009, el proyecto oficial tenía que ver con la colocación de satélites en órbita. En ese momento estaba a cargo la Comisión Nacional de Actividades Espaciales (Conae), cuyos técnicos buscaban resolver los problemas encontrados en el catalizador de hidrocina, el compuesto líquido que debía dar empuje a los motores del cohete Tronador, cuyo primer y secreto lanzamiento fue informado en exclusiva por LA NACION en 2007.

Con la iniciativa civil paralizada por temas técnicos, el entonces interventor de Fabricaciones Militares empezó a visitar en 2009 las instalaciones en las que se desarrollaba el Tronador. El enviado personal de De Vido era Arturo Puricelli, hoy ministro de Defensa. El lugar recorrido varias veces fue Falda del Carmen.

A mitad de camino entre la ciudad de Córdoba y Villa Carlos Paz, bajo tierra, se encuentra esa unidad que era secreta en los años 80 y que se pensó anulada en los 90. Toda la maquinaría estaba en su lugar a la espera de la decisión política de regresar el Cóndor II. A fines de 2009, De Vido y Puricelli obtuvieron la aprobación de Cristina Kirchner. Los cables norteamericanos hacen referencia a la queja del entonces canciller Jorge Taiana, que había defendido públicamente la orientación civil del proyecto de la Conae, orgánicamente dependiente del Ministerio de Relaciones Exteriores.

Puricelli encontró en Falda del Carmen la capacidad esperada, incluso la mezcladora de perclorato de amonio, base del combustible del misil. En Planificación - cancillería paralela en la relación con Caracas - nació el plan de colocar a la Argentina como potencia misilística.

Con esa meta en vista, Puricelli sostiene su puesto en el Ministerio de Defensa, donde en los últimos meses no quedaron espacios para desarrollos faraónicos mientras buques se hunden en sus propios muelles, otros se rompen en navegación y los pocos aviones de combate que vuelan se caen.

Puricelli dejó su lugar en Fabricaciones Militares a un funcionario vinculado con La Cámpora, Santiago Rodríguez, quien firmó los acuerdos con la venezolana CAVIM. El gobierno de Estados Unidos prohibió a sus compañías comerciar con CAVIM por sus relaciones con el desarrollo misilístico de Irán.

Rodríguez se sumó al impulso por los misiles adoptado por De Vido y Puricelli. En el presupuesto de 2013 figura la construcción de una planta llenado de propulsión de sólidos compuestos para misiles; también la edificación de armado de vectores (la estructura del misil) en Villa María. Las piezas principales llegarán desde Falda del Carmen, ocupada por la CONAE con su plan espacial que perdió fuerza frente a la iniciativa de Fabricaciones Militares.

En seminarios de ese organismo, De Vido dijo que debía contarse con esa planta de armado de misiles a nivel industrial dado que se necesitaría abastecer las necesidades argentinas y de la región. La idea en el laboratorio era del Instituto de Investigaciones Científicas y Técnicas para la Defensa (CITEDEF). El plan de De Vido, expuesto en los mensajes del presupuesto 2013, es independizar a Fabricaciones Militares y a CITEDEF para convertirlas en empresas con mayoría estatal y participación de otros inversores. CAVIM está en primera fila. Pese a su relación con Irán.

El arma secreta

2009 - El inicio del plan

Arturo Puricelli, como jefe de Fabricaciones Militares, empieza a visitar las instalaciones donde se había planificado el proyecto Cóndor II, en los 90

Fonte: defesanet.com

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ministro da Defesa viaja à África para ampliar cooperação com Angola e Namíbia

O ministro da Defesa, Celso Amorim, parte neste domingo (17/02) para a Àfrica para uma viagem oficial de três dias à Angola e à Namíbia. A viagem tem o objetivo de ampliar o intercâmbio e a cooperação na área de defesa com as duas nações africanas.
A pedido do governo angolano, além de representantes do Ministério da Defesa e dos comandos militares, a comitiva brasileira será integrada por um grupo de quatorze empresários, representantes de diferentes segmentos da indústria nacional de material militar. Entre as empresas que participarão da viagem estão companhias como a Embraer, Odebrecht, Avibrás, Emgepron, Imbel e CBC.
Nos dois países estão previstos encontros de Celso Amorim com os titulares dos respectivos ministérios da Defesa, visitas a instalações militares e reuniões com empresários e representantes governamentais. Estão previstos ainda encontros do ministro brasileiro com os presidentes dois países.
A visita da comitiva brasileira insere-se no conjunto de iniciativas que visam a ampliar e abrir novas possibilidades de intercâmbio e cooperação com as nações africanas no campo da defesa. Também é parte do esforço brasileiro em fortalecer as instituições dos países que compartilham o Atlântico Sul, com o objetivo de manter a região como zona de paz e de cooperação, afastada de conflitos internacionais.
O Brasil possui laços históricos com Angola e Namíbia, países com os quais mantém relações próximas nos planos político e militar. O Brasil foi a primeira nação a reconhecer a independência de Angola, em 1975, tendo participado de missões de paz da ONU no país nos anos 90. A nação africana é compradora de material militar brasileiro, já tendo adquirido, por exemplo, aviões de ataque leve Super Tucano, da Embraer.
A Namíbia contou com o importante auxílio do Brasil para a criação de sua Marinha. Muitos dos militares que integram a Força Naval do país foram e ainda são formados em escolas da Marinha brasileira. O Brasil também fez o levantamento da plataforma continental da nação africana, trabalho que agora está sendo realizado em Angola.
Durante a visita aos dois países, deverão ser discutidas alternativas para estender a bem-sucedida cooperação na área naval aos demais segmentos da defesa: terrestre e aeronáutico.
O ministro da Defesa brasileiro será portador de cartas da presidenta da República, Dilma Rousseff, endereçadas aos presidentes dos dois países. Nelas, a presidenta destacará os laços históricos entre o Brasil e ambas as nações, e as possibilidades de incremento da cooperação bilateral na área de defesa.
Fonte: defesanet.com